Mais de 800 mil brasileiros estão em fila de espera do INSS para fazer perícia médica

17/03/2022 | Notícias | 0 Comentários

O tempo médio de espera para a perícia já está em 69 dias. Sem ela, o segurado não consegue atestado para receber a licença médica, aposentadoria ou voltar a trabalhar, por exemplo.

 

Mais de 800 mil brasileiros estão na fila do INSS esperando para fazer uma perícia médica.

O bancário Lindembergue Igor Silva rompeu o ligamento de um dos dedos da mão em novembro de 2021. Só conseguiu marcar a perícia médica para fevereiro deste ano. Mas no dia agendado, os servidores estavam em greve e ele não foi atendido. Resultado: ele acabou indo a um médico particular para poder voltar a trabalhar e, até esta terça-feira (16), não recebeu o salário dos meses que ficou afastado.

“É um transtorno muito grande porque é um valor que é seu. Você paga, contribui com a previdência social por toda a sua vida de trabalho e, quando precisa, se vê às voltas com esse tipo de desencontro”, afirma.

 

Sem a perícia, o segurado não consegue atestado para receber por licença médica, aposentadoria, ou voltar a trabalhar, por exemplo.

Em março de 2021, chegou a 635 mil e continuou caindo. Só que, nos últimos meses, a fila voltou a crescer. Nesta terça, quase 829 mil brasileiros esperam por uma perícia médica do INSS.

O Ministério do Trabalho e Previdência informou que, por conta da pandemia, reduziu a quantidade de agendamentos para melhor higienizar os consultórios.

Assim que acaba uma perícia, é preciso limpar equipamentos e o profissional precisa trocar o avental. Com isso, um médico, que antes atendia 15 pessoas por dia, passou a atender 12.

Segundo o governo, o que também atrasa os atendimentos é a redução no número de profissionais. Por causa de aposentadorias, demissões e licenças médicas, o quadro de peritos está diminuindo.

E o tempo médio de espera para a perícia já está em 69 dias.

“O INSS com certeza tem que buscar medidas para aumentar o efetivo, tanto de servidores públicos, na própria autarquia de técnicos de analistas, quanto de peritos médicos, fazendo novos concursos públicos ou chamando os aprovados dos concursos anteriores. Enquanto não tiver material humano, a fila vai continuar crescendo ou vai ficar estacionada como ela está hoje”, explica Diego Cherulli, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).

INSS não respondeu ao pedido de informações sobre a contratação de novos peritos.

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