Senado aprova garantia de custeio de perícias do INSS pelo Executivo Federal

10/02/2022 | Notícias | 0 Comentários

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária semipresencial. Na ordem do dia 7 itens na pauta, entre eles o Projeto de Lei de Conversão 29/2021, que fixa prazo e regras para a incorporação obrigatória de novos tratamentos pelos planos e seguros de saúde. Os parlamentares podem votar, também, o PL 548/2019, que permite realização de assembleias e reuniões virtuais em condomínios, e o PL 4.000/2021, que exige a aprovação de dois terços dos votos dos condôminos para a mudança da destinação do edifício. Em pronunciamento, à bancada, relator do PL 4.491/2021, senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Foto: Pedro França/Agência Senado

O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (9), o projeto que prorroga até o fim de 2024 a garantia de custeio das perícias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Essas perícias são necessárias nos processos judiciais que envolvem benefícios por incapacidade e serão custeadas pelo Poder Executivo federal. O PL 4491/2021, de autoria do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), foi relatado pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e agora segue para a análise da Câmara dos Deputados.

Segundo o autor, o objetivo da matéria é evitar um colapso das perícias do INSS. Petecão explicou que o projeto é uma consequência indireta da Emenda Constitucional 95, de 2016, que instituiu por 20 anos um teto de gastos no orçamento federal. No Poder Judiciário, uma das consequências do teto foi a paralisação do pagamento das perícias. Os peritos médicos da Justiça chegaram a ficar nove meses sem receber. Por isso, foi sancionada a Lei 13.876, de 2019, que criou, por dois anos, a garantia de custeio pela União dos honorários periciais, nas ações em que o INSS figure como parte.

Petecão disse que, com o fim desse prazo, no fim do ano passado, “várias serventias judiciais pelo Brasil já suspenderam processos que necessitam de perícia médica”. Segundo o senador, “processos de natureza previdenciária e assistencial estão parados, submetendo cidadãos em frágil estado jurídico e social ao atraso e mora no exercício de seus direitos sociais”. Ele reconheceu que esse debate já deveria ter sido feito há mais tempo, mas apontou que agora é preciso minimizar os prejuízos, com a prorrogação dos efeitos provisórios da Lei 13.876.

Em seu relatório, o senador Nelsinho Trad elogiou a iniciativa de Petecão e registrou que o mérito do projeto é louvável. Ele informou que acatou uma emenda de redação, apresentada pela senadora Rose de Freitas (MDB-ES), e fez alguns ajustes no texto, para adequar referências legais e aprimorar a técnica legislativa. O senador fez questão de destacar que alguns médicos chegaram a fazer atendimentos para o INSS, mesmo sem receber pelo serviço. Para Trad, o projeto é importante para esses profissionais e principalmente por atender pessoas carentes que dependem de perícias.

— São pessoas tipicamente despossuídas, que precisam do auxílio do governo para suas despesas imediatas – argumentou o relator, ao defender a aprovação da matéria.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Senado Notícias

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