Paim manifesta preocupação com nova proposta de reforma trabalhista

26/11/2021 | Notícias | 0 Comentários

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária semipresencial. Na ordem do dia, o PL 4.199/2020 de incentivo à navegação de cabotagem, que ocorre na costa brasileira chamada de “BR do Mar”. Senadores podem votar o PL 3.681/2021 que amplia o rol mínimo de doenças a serem rastreadas pelo teste do pezinho, e o PL 4.726/2020 que exclui tributos nos repasses de cooperativas de prestação de serviço. Na pauta, ainda, o PL 5.829/2019 que institui o marco legal da microgeração e minigeração distribuída, o Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) e o Programa de Energia Renovável Social. Senador Paulo Paim (PT-RS) em pronunciamento via videoconferência. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Em pronunciamento nesta quinta-feira (25), o senador Paulo Paim (PT-RS) manifestou preocupação com o anúncio de que o governo federal pretende apresentar outra proposta de reforma trabalhista — sob a justificativa de que seria necessária para combater a informalidade e gerar emprego.

Para o senador, retirar direitos dos trabalhadores é inaceitável. Ele lembrou que a proposta da chamada Carteira Verde e Amarela já foi derrotada pelo Senado no momento em que a Casa rejeitou a Medida Provisória (MP) 1.045/2021.

— O governo federal tem que ter propostas concretas para combater o desemprego, a fome, a inflação, os aumentos dos alimentos todos os dias, da energia, do gás de cozinha, dos combustíveis.

Paim ressaltou que as centrais sindicais emitiram nota discordando do governo, mas mostraram-se dispostas ao diálogo. Ele leu trecho da nota na qual os sindicalistas afirmam que, “para gerar emprego digno e melhorar as condições de trabalho, é preciso investir em infraestrutura, em setores intensivos de mão de obra e dar atenção especial às micro e pequenas empresas”.

O senador também afirmou que a reforma trabalhista de 2017 não gerou emprego nem renda, como diziam os seus defensores. E citou dados divulgados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para apontar que no mês de outubro deste ano “se chegou, com muita tristeza, a um dado assustador: em 70,1% das negociações coletivas, o reajuste dos salários ficou abaixo da inflação, ou seja, os trabalhadores tiveram perda nos seus salários”.

Fonte: Agência Senado

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